Gastronomia
03.09.2015
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03.09.2015
10.04.13
Cuore di Cacao
por Jussara Voss

Acredito que a revista não chegará antes do feriado santificado, quando comemoramos a ressurreição de Cristo, em tempo de servir como sugestão ao leitor na escolha dos ovos de chocolate, mesmo assim, foi o tema que escolhi para a coluna, também porque não é um item restrito à Páscoa. Acho que vale para os outros dias do ano que percorreremos. Afinal, come-se chocolate o ano todo, falo por mim, que dificilmente passo um dia sem. Em excesso, dizem que faz mal, com parcimônia, os entendidos elencam inúmeros benefícios. Nem me importo com os argumentos, o que conta mesmo é o sabor e o prazer imediato de um exemplar de qualidade. E se for uma produção artesanal e de origem controlada, é de se derreter como ele quando chega à boca.


Acredito que a revista não chegará antes do feriado santificado, quando comemoramos a ressurreição de Cristo, em tempo de servir como sugestão ao leitor na escolha dos ovos de chocolate, mesmo assim, foi o tema que escolhi para a coluna, também porque não é um item restrito à Páscoa. Acho que vale para os outros dias do ano que percorreremos. Afinal, come-se chocolate o ano todo, falo por mim, que dificilmente passo um dia sem. Em excesso, dizem que faz mal, com parcimônia, os entendidos elencam inúmeros benefícios. Nem me importo com os argumentos, o que conta mesmo é o sabor e o prazer imediato de um exemplar de qualidade. E se for uma produção artesanal e de origem controlada, é de se derreter como ele quando chega à boca.

Foi assim, pela qualidade dos produtos, que virei fã desde quando conheci as irmãs Schneider e o chocolate da Cuore di Cacao. Aprendi muito com elas, devo confessar. As duas são exemplo de que talento, dedicação e muito trabalho só podem dar um resultado que beira à perfeição. Acompanhando a trajetória de Carolina e Bibiana, pude constatar a evolução da dupla. Passados quase 10 anos, essas meninas estão alcançando a maturidade e não tenho como não me esparramar em elogios, feito o chocolate jogado no mármore para ser trabalhado. Carolina conhece o ofício como ninguém, especializou-se, é uma chocolatière e das boas. Bibiana é designer e acompanha com empenho e a mesma dedicação a confecção das embalagens, layouts, definição das coleções e afins. É responsável pelo conceito visual da marca. Entre conquistas e premiações locais e nacionais alcançados está a participação no Salão do Chocolate em Paris, em 2007, sendo a primeira loja brasileira lá.

Mesmo sem os ovos de recheios novos e inusitados, como cumaru e cupuaçu, que eu poderia jurar que não seriam bons e me enganei, sei que teremos muito tempo para provar a grande descoberta compartilhada por elas, que poucos especialistas podem usufruir, que é um produtor ter o seu chocolate, o que quer dizer escolher as amêndoas de cacau, secar, moer, definir as combinações para, ao final, chegar a uma receita exclusiva. Poucos no mundo fazem o processo completo. Curitiba agora faz parte de um seleto grupo que produz bombons, palets e ovos com um chocolate único. Um privilégio. Esse foi o grande anúncio da Páscoa de 2013, trabalhado durante dois anos. Assim como o significado da data, a conquista delas representa uma passagem, é outro patamar e uma inovação quando se fala na produção de chocolates finos. “Ouro Negro” – nome comercial da chocolataria – foi escolhido também para o produto original apresentado em duas versões: 42% e 70% de cacau, sem o qual eu não posso mais viver.

Toda Páscoa elas nos brindam com recheios surpreendentes, trazendo aquela dificuldade em escolher entre os clássicos, como o perfeito marzipã da casa, e as novidades de sabores peculiares. Passam meses pensando no assunto e preparando combinações para agradar a legião de clientes já fiéis. Agora, além dos chocolates de origem francesa e belga, pela primeira vez uma coleção delas terá o cacau brasileiro da melhor qualidade, vindo do interior da Bahia. A chamada “Coleção Brasil” permanecerá no portfólio da marca. É um importante passo rumo à valorização do nosso produto e também ao pioneirismo no processo de produção a partir da amêndoa de cacau. Depois do estalar seco que aprendi a escutar na degustação, quando partimos uma barra, vem o sabor que diferencia um chocolate de qualidade.

A chocolatière Carolina, especialista em cacau e degustação de chocolates no Instituto Cirad, em Montpellier, na França, acompanhou desde a torrefação das amêndoas, responsáveis pelo sabor do chocolate exclusivo. Ela explica que no processo industrial os chocolates são feitos a partir da massa pronta de cacau. “Muita paciência e estudo, fizemos muitos testes com sabores e variedades, o esforço foi compensado”, diz Carolina, que foi para a Bahia conhecer de perto as plantações e as condições de transporte das amêndoas.

Um chocolate exclusivo, de fabricação própria, 100% nacional foi o resultado. A escolha dos sabores para ovos e bombons também vem da cultura brasileira: pé de moleque; crocante de amendoim; grué de cacau brasileiro; castanha de caju; banana com canela, paçoquinha, coco e caipirinha. Para a sorte de quem quer os sabores tradicionais, estavam lá também o caramelo com flor de sal, damasco, marzipã e praliné de avelãs, entre outros. Se terminou essa leitura depois da Páscoa e gostaria de provar, o chocolate está na loja em palets e bombons e fica a dica antecipada para o próximo ano.

 

serviço

Boutique online:
www.cuoredicacaochocolateria.com.br

Loja Batel Soho:
Rua Fernando Simas, 334. Fone: 41  3014-4010

Loja Cabral:
Rua Dr. Manoel Pedro, 673. Fone: 41  3053-4010


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