Zweig, atentado ou suicídio?
De Deonísio da Silva

A hipótese do duplo suicídio de Stephan e Lotte Zweig, motivado pela convicção de que a vitória do nazismo na Segunda Guerra era inevitável, nunca foi seriamente contestada por nenhum pesquisador ou pelos autores das três biografias do escritor austríaco publicadas no Brasil – Donald Prater, Dominique Bona e Alberto Dines (Morte no paraíso). Até agora. No romance Lotte e Zweig, Deonísio da Silva usa a narrativa ficcional para afirmar sua convicção de que Stephan e Lotte foram vítimas de atentado de um comando nazista.

“Minha vida está destruída há anos, e eu me sinto feliz por poder sair de um mundo que se tornou cruel e louco.” O trecho da carta a um amigo brasileiro é considerado há décadas uma evidência da decisão drástica pela morte voluntária de Stefan Zweig, que no dia 23 de fevereiro de 1942, ao lado de sua segunda mulher, Charlotte Elisabeth, teria tomado uma dose mortal de veneno em sua casa em Petrópolis. Agora é ler a versão de Deonísio da Silva, publicado pela Editora Leya, 128 págs. R$ 39,90.


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