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Maurício Schulman
Maurício Schulman
25/06/2012 - 09:16
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Os antigos diziam: dê dinheiro e/ou poder a uma pessoa e você saberá quem ela é. Ao restrito grupo daquelas a quem nenhum dos dois muda nem afeta, pertence Maurício Schulman. Mesmo tendo sido um dos homens mais poderosos do Paraná e do País, tanto na política quanto na área financeira, Maurício manteve-se sempre o mesmo, profissional e cavalheiro, não importando de qual lado do balcão estivesse. E olha que de balcão ele entende bastante. Na ditadura, foi presidente do BNH – Banco Nacional da Habitação durante os governos Geisel e Figueiredo. Também presidiu a Eletrobrás e dirigiu a Copel no Paraná, onde foi braço direito do governador Parigot de Souza e também seu secretário de Finanças. Em tempos de abertura política e de mercado, presidiu o Bamerindus e depois mudou de lado do balcão para presidir a Febraban – Federação Brasileira de Bancos. Sempre saindo incólume e imaculado e deixando respeito e admiração atrás de si. Mas há uma única empresa de cujo balcão ele jamais se afastou nestes 40 anos de vida profissional: a sua singela Casa Cila, especializada em lingeries, que fica no centro de Curitiba. Todos os sábados ele pode ser visto fechando o caixa semanal e prestando sua valiosa consultoria de mercado e de vida às funcionárias, que ali estão há quatro décadas também.

 

Tisa Kastrup

 

Foto Felipe Rosa

Silêncio de ouro
Silêncio de ouro
25/06/2012 - 09:14
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Maria Luiza é uma jovem de poucas palavras. Você não vai encontrá-la em qualquer rede social - como a maioria de sua idade -, mas sim nas ruas, atrás de boas histórias para sua coleção profissional. Ou talvez dentro de uma biblioteca, lendo, lendo, lendo. Jornalista por escolha – ou por vocação – diz que gosta de entrar em contato com diferentes realidades e acredita que escrevendo é possível explorar e transmitir a vida ao redor. Crê num jornalismo que não se isenta, daquele que quando entra em contato com uma realidade, nunca sai ileso. Mistura os fatos e transmite sua impressão. Maria Luiza imerge. No tema, no dia, na vida. Mergulha para tentar entender a dinâmica de um lugar e os elementos que constroem sua rotina. Em silêncio, mas sempre em profundidade.

 

T. B.

 

Foto Tatiana Nasser

Vicenzo Corteze
Vicenzo Corteze
Um napolitano nas araucárias
25/06/2012 - 09:12
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O napolitano Vicenzo Corteze chegou ao Brasil em 1981. Junto com a sua bagagem trouxe o seu talento. Já tendo concluído os cursos de gastronomia na Accademia Napoletana della Cucina e o de violonista clássico no Conservatorio San Pietro a Majella aqui fez os cursos de belo canto, de sommelier profissional e o de barman. Trabalhou como consultor de vinhos de uma importadora e, com a sua belíssima voz de tenor, cantou em vários cantos do Brasil. Hoje faz consultoria de áudio analógico para amantes da música em seu país adotivo. Na confraria Nessun Dorma deu uma pequena mostra de seu talento tocando algumas peças de repertório clássico e de sua voz. Grande apreciador de violões espera há três anos um especial com uma técnica de construção revolucionária de um luthier mineiro. Possui dois violões famosos: o japonês Masaru Kono e outro construído pelo nosso luthier Arnond Junginger. Sabedor de que o som analógico é muito superior ao digital, aproveitou da venda maciça dos antigos lps por gente desinformada ou prática, talvez, e arrematou milhares de discos em vinil. Possui uma coleção de mais de dez mil lps e três mil cds. E não é só por seu grande talento profissional que Vicenzo brilha. Tem uma cultura geral e humana que o faz um grande conversador. Privar de sua companhia é um prazer.

 

Dico Kremer

 

Rainha do Largo
Rainha do Largo
25/06/2012 - 09:10
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O professor Aroldo Murá diz que Regina Casillo poderia ter seguido a carreira de advogada e professora. Mas não. Regina preferiu se dedicar às artes e montou um dos maiores viveiros de talentos da música, pintura, escultura, teatro e artesanato em Curitiba. O Solar do Rosário, incrustado no centro histórico do Largo da Ordem, já expôs obras de nomes como Scliar, Ida Hannemann de Campos, Helena Wong, Zimmermann e centenas de outros expoentes. Além de funcionar como vitrine de tantos talentos, o Solar oferece diversas oficinas e cursos para quem deseja se aprofundar ou se arriscar nas mais diversas áreas. Entre as diversas obras literárias que o Solar editou – todas feitas com captação de recursos pela Lei Rouanet - destaca-se “Poty, o Lirismo dos Anos 90”.  Carioca de nascimento, mas paranaense de opção, Regina é parte insubstituível do inventário artístico-cultural de Curitiba.

 

Talita Boros

 

Foto Felipe Rosa

Luciano Bastos Dias, utopista insatisfeito
Luciano Bastos Dias, utopista insatisfeito
14/05/2012 - 10:06
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Nasceu e cresceu em Curitiba, século XX. Estudou no Colégio Medianeira onde, segundo ele mesmo, obteve notas medíocres. Diz que se os seus mestres tivessem razão o mundo não seria o que é. Acuado pela triste condição de brasileiro resolveu emigrar. Não sem antes dominar as línguas francesa, inglesa e alemã que utiliza diariamente, junto com a portuguesa, na bucólica e pacata Confederação Helvética onde trabalha como médico há vinte anos. Domina igualmente o italiano e o espanhol de fandango. Grande amante da literatura leu tudo o que de importante se escreveu das mais diversas nacionalidades. A pintura, a escultura, o desenho, a aquarela, a música, a fotografia fazem parte de seu interesse. Igualmente sua curiosidade transita pelos carros antigos, charutos, o vasto mundo do whisky, cinema, teatro, a filosofia de bolso, musicais, animais domésticos e selvagens, o sol, as viagens. Entre seus hobbies estão o violão barroco, o tiro com besta, as releituras de Homero e de James Joyce assim como a língua e o cinema do Japão. Homem de muitas palavras e poucos amigos quando em visita a Curitiba peregrina pelas pastelarias da cidade que, segundo ele, são a expressão máxima da culinária curitibana. Entre um gole de whisky e uma fumarada de seu partagaz diz: “cresci a brincar no Mercado Municipal o qual domina minha porta imaginária para o mundo”. Nada mais disse nem lhe foi perguntado.

Texto e Foto | Dico Kremer

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