Como dói
Zeferino; Juvenal e Pinheiro; Cortez-Berto-e-Lelo; Chinezinho-Gauchinho-Paulo Vechio-Paulinho-e-Adamastor.
Meu filho, não verás equipe como esta. Que alinhei à moda antiga de propósito, só para embaraçá-lo. E para provar que jornalismo é cultura, vou redistribuí-la segundo o modismo: Zeferino; Juvenal-Berto-Pinheiro-e-Lelo; Cortez-Paulinho; P.Vechio-Adamastor; Chinezinho-Gauchinho.
Rolava o remoto ano da graça de 1962, a escola era risonha, franca, e em boa hora a decisão do campeonato paranaense, zona Norte (setentrião insistiam os chatos) foi transferido para Curitiba.
“Oh! Quanto riso! Oh! Quanta alegria!” Que jogos! Que equipes! De um lado a rapaziada do Londrina, ali do primeiro parágrafo; do outro a rapaziada do Apucarana. Que a memória apagou quase toda, menos essa trinca de avantes: Mairiporã-Tantos-Martins.
Era uma melhor de três e o Londrina venceu. Dramaticamente. Em partidas de matar do coração, tantos os tentos, tantas as alternativas do placar, tantos os deslumbramentos, suspense em rosário. Logo em seguida, ainda em Curitiba, ainda no Alto da Glória, o Londrina massacrava o Coritiba: 4 a 2.
A lenda tornava-se uma realidade. O que os amigos do “nortchi” que estudavam em Curitiba diziam do Londrina não era exagero; era a pura verdade. Ele estava anos luz à frente do Coritiba.
Séculos depois, ali pela segunda metade dos 70, outro Londrina nos encheu os olhos, do estado, do Brasil. Me refiro ao comandado pelo discreto maestro mineiro, Zé Carlos, o próprio, das inesquecíveis harmonias ao lado do Tostão-Dirceu Lopes-Ewaldo-Piazza.
E agora? Onde anda o Londrina? Que um dia, em boa hora, alguém teve a má idéia de batizar “tubarão”? O que faz? Em que brumas, em que bromas, em que bramas se perdeu? Enterrou o passado? E com ele o orgulho? Abdicou da grandeza? Arquivou os sonhos? Não passa de amarelecida fotografia na parede? Mas como dói...







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