CURITIBA, A SUJA
Do alto dos seus onze anos,
esperta&observadora,
dia desses, ao sair do apê no Alto do Cabral,
Lívia apontou pro chão da calçada, da rua, e comentou:
- A cidade está muito suja!
De fato, rua e calçada estavam cheias
de papel, detritos, garrafas vazias de cerveja, folhas caídas, flores decaídas.
Não, nada do nível de Calcutá,
mas também bastante longe da velha e boa Curitiba,
que tinha como sinais exteriores
frio&limpeza.
Ora,
a temperatura média da city q ri* subiu.
E o nível da limpeza caiu.
Ou não?
Note a grama a crescer nos
- como direi?-
interstícios (ó!) dos mal assentados paralelepípedos(ufa!);
note a natureza a atacar a civilização pelos flancos
(se a gente bobear voltamos ao paleolítico…
para parafrasear o udenista,
o preço da civilização é a eterna vigilância).
Enfim, há no ar algo mais além dos aviões de carreira…
Como sinais de relaxação com o lixo&sujeira.
Claro, a cidade cresceu,
a população se aproxima de dois milhões de habitantes,
boa parte forasteiros,
ignorantes da cultura de Curitiba,
do seu orgulho,
da sua cabeça baixa.
Claro, as facilidades propiciadas pelo gov lula para compra de carro,
mais o dar as costas à cidade do Zaime
estão a transformar nosso trânsito num pesadelo diário,
lento&violento,
quase a parar&inseguro,
poluído, poluente.
SUJO.
- Como sei eu q não sei dirigir,
q não tenho carro?
- A cada dia perco mais tempo para atravessar ruas&avenidas,
becos&quebradas! Sem esquecer os papos com a rapaziada dos táxis.
E os desabafos dos amigos&conhecidos.
E o mal olor?
E a Paris-Dakar das descuidadas calçadas?
Bem, estes são papos pra outro dia;
aguarde;
v nada tem a perder exceto seus grilhões e travas e trevas.
* Copyrigth Ali Chaim.







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