Pró voto distrital
Ano eleitoral é sempre um bom motivo para se discutir o nosso sistema de eleger os assim chamados representantes do povo. Vamos lá.
Perdi a conta do número de partidos, digamos uns 20 só para efeito de raciocínio. Vinte multiplicado pelo número de cadeiras da Câmara de Vereadores teremos aí frouxo, frouxo uns 700 candidatos; muito bem.
Ora, conhecer tão grande número de pessoas não é fácil em tão pouco tempo. Muito menos é saber o que pretendem, o que querem, por aí. O horário eleitoral gratuito ajuda, claro, mas ainda assim ficamos em superficialidades ou meros cartões de visitas. Isto quanto às eleições proporcionais, que na verdade são eleições de listas abertas, nossa opção para escolher os legisladores municipais, estaduais, federais. Já para os , executivos usamos o sistema majoritário; o mais votado leva! E chegamos ao ponto.
Há um sistema majoritário para as eleições legislativas; ele atende pelo nome distrital! E foi usado no Brasil à época do Império e boa parte da república nada sereníssima: depois de 30 ele foi trocado pelo atual. Vejamos Curitiba.
A cidade seria dividida em tantos distritos quantas cadeiras de vereadores; em cada distrito cada partido apresenta o seu candidato, o candidato; e a briga se reduziria a eles, num leque bem menor de escolhas. O que facilitaria conhecê-las melhor.
Além disso o distrital produz efeito colateral positivo: os eleitores podem cobrar do representante ações e palavras empenhadas. E deixá-lo na mão na próxima rodada eleitoral.
p.s.: preciso sublinhar que os custos da campanha cairiam verticalmente!







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