Se depender dos três paranaenses da oposição na CPMI, Alvaro Dias, Rubens Bueno e Fernando Francischini, virão revelações bombásticas por aí.
O deputado Virgílio Guimarães ironizou a decisão do governo Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula de apoiar a criação da CPMI para investigar as relações entre o empresário Carlinhos Cachoeira e os governantes, políticos e empresários do País:
Ele voltou. Contra todos os prognósticos e vontades adversas dentro de seu partido, o PMDB, Rafael Greca de Macedo retorna à liça nesta eleição de 2012 como candidato a prefeito de Curitiba, cargo que já foi seu e que deixou com grande aprovação popular. Saiu para concorrer a deputado federal e obteve estrondosa votação de 226.554 votos. Foi o mais votado dos deputados federais do Paraná.
Em 2011, as denúncias de corrupção no governo Dilma Rousseff derrubaram seis ministros e com eles secretários, diretores de estatais e mais a arraia miúda dos acompanhantes. Foi isso que deu o tom ao primeiro ano de seu governo. Ela esperava que o segundo fosse mais simples e dedicado a uma pauta positiva de realizações.
O início do ano real neste Brasil brasileiro de samba, suor e cerveja, cabrochas e mulatos inzoneiros, é só depois do carnaval, todos sabem, até mesmo os povos dos países onde a civilização pegou.
Ora, pois, reiniciada a atividade política os atores poderiam assumir um saudável mea culpa diante dos problemas acumulados desde 2011, ano que vai passar para a história da República como o das trocas urgentes de ministros pegos com a mão na botija.
Enfim, um alento. A operação das polícias na área de Curitiba onde se concentra a criminalidade organizada devolve aos cidadãos a esperança de que a cidade volte aos padrões de civilidade que tinha há duas décadas. E que a sensação de insegurança diminua entre os curitibanos.
Nem bem começou o ano eleitoral de 2012 e o debate toma o rumo das cloacas. Velho hábito do nosso subdesenvolvimento. Quando os políticos não têm argumentos, conjuram os espíritos. E como os argumentos andam raros ou são de pouco interesse para o distinto público, a tendência é que a campanha eleitoral evolua mesmo para a troca de insultos e de acusações.
O mais preparado candidato à nossa prefeitura é o Rafael. Q está imenso; de passagem, velozmente, vi o Rafael ontem, na Vicente Machado, próximo da sede do PMDB. Não farei piada; gosto dele. E no fundo do peito amaria vê-lo fazer contrita autocrítica. E voltar ao velho ninho. Não, não precisaria sair xingando o Roberto, não, mas voltar à origem. Com humildade.