A carga tributária no Brasil atingiu 37% do Produto Interno Bruto. De tudo o que produzimos pouco menos de 40% é entregue ao grande irmão. Exceto raros países europeus, os escandinavos especialmente, não há carga de impostos igual ou superior a nossa. E ela é grande porque as despesas são grandes, imensas. E cresceram muito sob Lula, notadamente as despesas com pessoal&custeio.
Lembra a frase é a economia, idiota! atribuída ao ex-presidente George Bush, pai? Na discussão sobre a crescente, preocupante desindustrialização (sic) do Brasil ou nossa igualmente crescente, preocupante perda de competitividade global dos nossos produtos manufaturados, imenso fator tem sido esquecido ou pouco mencionado; o chamado custo Brasil. Oportunamente citado por Carlos Alberto Sardenberg num artigo para O Globo.
A propósito da nova posição do Brasil no ranking global dos produtos internos brutos, o ministro Guido Mantega acrescentou que em dez ou vinte anos atingiremos nível de vida europeu.
Bem, é possível... Desde que voltemos a crescer como à época do milagre econômico, entre 1968 e 1973, e desde que consigamos simultaneamente distribuir a renda e a riqueza produzidas, algo semelhante ao feito coreano do sul. Baixemos a bola.
É verdade; agora ocupamos a sexta posição no ranking global dos produtos internos brutos: ultrapassamos a Inglaterra, uma das vítimas da grande crise que ainda afeta a Europa e os EUA. Mas é verdade também que voltamos a crescer pouco, abaixo de 3% ao ano. O que nos deixa longe dos índices alcançados pela China, Índia e Rússia, bastante acima de 5%.
- O que fazer?
O Brasil deve superar a Grã-Bretanha e se tornar a sexta maior economia do mundo ao fim de 2011, segundo projeções do Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios (CEBR, na sigla em inglês)
Segundo a consultoria britânica especializada em análises econômicas, a queda da Grã-Bretanha no ranking das maiores economias continuará nos próximos anos, com Rússia e Índia empurrando o país para a oitava posição.
Em apenas cinco anos, mercado imobiliário desperta da latência, aquece setor da construção civil e eleva consideravelmente preços do metro quadrado. Valorização crescente é ótima alternativa para investidores.
Reciclar, reaproveitar, poupar, não desperdiçar, não jogar fora, não são sintomas de mesquinharia, avareza, pão durismo, mas de inteligência, racionalidade, de economia, de ampla visão, visão de futuro, pois prova que pensamos nos netos e bisnetos na medida em que aliviamos a pressão sobre fundos naturais finitos, não renováveis.
O Brasil tem uma das mais altas cargas tributárias do mundo
Você sabe quanto paga de imposto quando compra água? E um apontador? Ou o arroz? E quanto do seu salário é tirado para impostos?